Nove etapas, do keyword ao artigo publicado.
Tractfy não é um chat de IA. É uma esteira de produção determinística com nove etapas, dois pontos de aprovação humana, e métricas observáveis em cada passo. Cada artigo passa pela mesma rota; cada decisão fica registrada; cada citação é verificada contra a fonte original.
A esteira
- Análise de keyword. Buscamos o resultado da pesquisa ao vivo no Google (via Serper). Claude Haiku 4.5 lê os dez primeiros resultados e produz um briefing curto: intenção do leitor, audiência, comprimento ideal, tom, sinais de brand voice.
- Pesquisa orquestrada. Claude Opus 4.7 (modelo mais caro, usado só onde o raciocínio importa) decompõe o briefing em cinco a sete subtemas. Para cada subtema, um agente Sonnet 4.6 busca fontes via Tavily, abre os links, e extrai afirmações com a Citations API da Anthropic. Resultado: uma tabela onde cada afirmação está atribuída a uma fonte verificável. Sem alucinação possível — se a fonte não diz, a afirmação sai.
- Outline. Sonnet 4.6 monta a hierarquia de seções do artigo, ancorada na tabela de fontes. Cada seção tem título, blurb de duas linhas, e a lista de fontes que vão ser citadas ali.
- Aprovação humana — primeira. Você abre o outline. Aprova ou edita. Se for o primeiro artigo de um cluster, vira template — os próximos vinte artigos similares pulam essa etapa automaticamente. Esse é o mecanismo que viabiliza vinte posts por dia sem revisar cada um.
- Drafting por seção. Cada seção do outline vira uma chamada de Sonnet 4.6 com prompt caching: brand voice cacheado por uma hora, tabela de fontes por cinco minutos. Resultado prático: 70 a 90 por cento de redução no custo de input em relação a gerar do zero a cada artigo.
- Verificação de citação. Haiku 4.5 (modelo barato) percorre cada citação no rascunho e confronta contra a fonte via Citations API. Desvio entre o que o artigo diz e o que a fonte realmente diz = reescrita ou remoção. Nada citado sem que a fonte sustente.
- Avaliação de qualidade. Um juiz Sonnet 4.6 pontua o artigo em cinco eixos: fidelidade às fontes, aderência ao brand voice, score SEO, cobertura de citações, legibilidade. Abaixo do limite, volta pro drafter.
- Polimento. Opus 4.7 com effort alto faz uma última passada de brand voice. É o passe que cuida de ritmo de frase, escolha lexical, transições — coisas que sobrevivem entre superfícies (Google ranqueia, ChatGPT lê, leitor humano gosta).
- Schema e publicação. Haiku 4.5 gera o JSON-LD (Article + FAQPage + HowTo + Speakable). Pega imagem destacada do Pexels. Publica no seu WordPress via REST API com a sua Application Password. Cache do Cloudflare é purgado. O artigo está vivo.
Por que esta esteira, e não outra
Tudo poderia ser feito num único prompt gigante para Claude Opus 4.7 — e algumas plataformas fazem assim. O problema é triplo: custo (cerca de US$ 1,27 por artigo, contra os nossos US$ 0,49), qualidade inconsistente (sem ponto de aprovação humana nem verificação de citação), e zero observabilidade (você não sabe onde travou se travar).
A esteira de nove etapas com cascata de modelos (Opus para raciocínio, Sonnet para o grosso, Haiku para tarefas leves) custa 2,6 vezes menos. As duas aprovações humanas mantêm você no controle. As citações verificadas eliminam alucinação. A modularidade significa que se uma etapa quebrar, retomamos do checkpoint anterior — não recomeçamos do zero.